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Há tempos o conhecimento da língua inglesa deixou de ser diferencial competitivo para se tornar questão de sobrevivência no mercado de trabalho. Hoje, um novo patamar de exigência tira o sono daqueles que se ressentem de um adequado domínio do idioma: e cada vez maior a demanda por um saber de qualidade, que viabilize uma comunicação efetiva. A dificuldade em expor idéias, debater projetos e compreender com clareza os interlocutores mundo afora prejudica a evolução da carreira e a própria eficiência da organização.

"A lacuna do inglês pode mesmo colocar em risco os objetivos de um trabalho", observa Cláudio Neszlinger, diretor de R.H da Microsoft Brasil - o que explica o rigor dos processos seletivos da companhia, que chega a preterir profissionais com expressivo arcabouço técnico mas que não apresentam o nível de proficiência exigido. Como se preparar para os desafios de aprendizagem? De que forma o RH pode contribuir para o processo de aprimoramento, auferindo o retorno dos investimentos corporativos?

Paulo P. Sanchez
Sócio-diretor do projeto BIRD de consultoria lingüística

"O inglês tornou-se indispensável para a conectividade em um ambiente de negócios complexo e de alcance global. Como o sistema de ensino privilegia o conhecimento passivo, mais efeito a escrita e a leitura, e comum encontrar nas empresas indivíduos que ate conseguem compreender as mensagens, mas não dispõe da habilidade ativa para se comunicar com eficiência. No dia-a-dia corporativo, isso se traduz em um reduzido numero de profissionais efetivamente fluente em inglês, contingente que, mesmo nas multimarcas, não ultrapassa 10%. Essa realidade e a percepção da língua inglesa como importante ferramenta de trabalho tem levado muitas organizações a investir no treinamento de seus colaboradores, com resultados que ganham objetividade quando há critérios e instrumentos para mensurar o progresso obtido. Uma alternativa interessante e o Balanced ScoreCard para idiomas. Calcado de um plano de ação individualizado, com metas de aprendizagem factíveis, o sistema propicia ao RH maior assertividade para redimensionar e dimensionar seus investimentos na área, conferindo precisão e imparcialidade ao processo decisório"

Vera Juliano Rosolem
Superintendente adjunta de RH/Treinamento do Ctitbank e gestora da Universidade Ctigroup

"O inglês é o idioma comum a todos que atuam no Citigroup, organização presente em mais de 100 paises. O aprendizado da língua não e considerado beneficio, mas sim investimento na capacitação de nossos talentos. Para cada colaborador e desenvolvida uma meta de proficiência, atrelada a um ScoreCard. Se o desempenho alcançado for satisfatório, com retorno positivo do investimento, o patrocínio e mantido e pode ate ser aumentado. O inverso também ocorre, no caso dos profissionais que não correspondem a performance esperada. Trata-se de um sistema que confere transparência ao processo, legitimando a política de conseqüências que orienta a distribuição dos recursos".

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